segunda-feira, 8 de junho de 2015

Para sair bem no retrato



             
Texto e fotos: Miriam Cardoso

Olá, pessoal! Hoje falaremos sobre retratos ou portraits (do francês); chique, não? Brincadeirinha. Pois bem, vamos às dicas para sair bem na fotografia.
               
Conhecido como o “Mestre da Luz”, Rembrandt Van Rijn foi um dos maiores pintores da era Barroca. Naquela época, havia uma obsessão dos artistas pelo domínio da luz. Entretanto, com a exploração dramática dos contrastes entre luz e sombra, eles faziam com que a iluminação não aparecesse de um jeito natural mas, sim, de maneira que guiasse o olhar do observador para o caminho da importância da história.
Em seus retratos, Rembrandt utilizava basicamente um esquema de iluminação que era unilateral, valorizando as expressões faciais dos personagens e aumentando a dramaticidade da cena pintada. Aproveite a dica do mestre e faça seus retratos com a luz natural que entra pela janela. Essa é a minha dica preferida e infalível.
Vai fotografar uma pessoa? Enquadre-a na vertical (vire a máquina, tablet ou celular). Para duas ou mais pessoas, enquadre na horizontal, a estética de suas fotografias irá seduzir o espectador. 


Observe sempre o fundo, o segundo plano, ao fotografar pessoas, para evitar que ele distraia, ou chame mais atenção do que a pessoa a ser fotografada.
                  
Vai fotografar bebês? Abaixe-se, deite-se ou sente-se no chão, para ficar na altura deles; as fotografias serão mais criativas. Lembre-se de que você estará contando uma historia ao fotografá-los.
                        
Não faça retratos com a pessoa olhando diretamente para a câmera, para evitar que a fotografia fique parecida com a da foto de carteira de identidade, aquela que ninguém gosta.
                     
Evite fotografar as pessoas de baixo para cima, esse enquadramento engorda; já, de cima para baixo, emagrece.

Você já deve ter ouvido: “Onde coloco as minhas as minhas mãos”? Pode colocá-las no bolso, ou para trás do corpo, ou até mesmo apoiar-se em algo, para evitar parecer uma estátua. Isso a deixará bem à vontade.

Ambientes claros - Fotografar em ambientes escuros, muitas vezes é um problema. As fotos saem tremidas e desfocadas. Prefira cenários claros para fazer retratos. Fuja das fotografias granuladas.



A postura é importante e pode melhorar a aparência nas fotografias. Estar corretamente sentado ou de pé, dar-lhe-ão um ar mais saudável e atento;
Para finalizar, indico o vídeo do retratista brasileiro Marcio Scavone.




                  
Acredite, terá uma surpresa ao ver que os retratos ficaram melhores com pequenas dicas. Para quem está aprendendo, a dica é sempre uma: tentar. Faça tentativas sem medo de a imagem ficar feia, sem graça. E, se ficar, use o delete da sua câmera e recomece. Boa sorte.



quarta-feira, 3 de junho de 2015

Construindo Vínculos


                                                                                                                                                           Texto:Amélia Dolore Berti

Mês de junho lembra namorados e amor, isso  nos remete a encontros com construção de vínculos  Vinculo  passa a ideia de estar ligado a alguém, ter um elo de conotação emocional. 
Na psicologia fala-se em dois tipos de vínculos: o interno (com as estruturas internas) e o externo, entre a pessoas, animais e objetos simbólicos significativos. 
Com referência ao com o mundo externo,  o vínculo tem início no momento da concepção onde o bebe é alimentado pelos nutrientes fornecidos pela mãe e reforçado por todos os cuidados pós nascimento  incluindo o aleitamento, o calor  e a satisfação das necessidades  básicas que garantem sua sobrevivência. 
Carinho e atenção de ordem  física e emocional são  elementos importantes para a criação de um vínculo saudável, pois a condição de dependência da criança pressupõe um ambiente de amparo com atendimento contínuo e multivariado.  Sendo o colo o primeiro contato do corpo da criança com a mãe, essa sensação de entrega marca o início  de  um laço afetivo onde a CONFIANÇA é o sentimento predominante,  inicialmente só a nível de sensação, mas posteriormente mais elaborado pelas  as conexões intelectivas. 


A partir daí, com as relações se multiplicando e esse sentimento de confiança  prolifera, principalmente se o contexto fornece um ambiente  favorável para tal. Este estar no colo sentindo o carinho e afeto planta cria raízes no ser e acompanha o indivíduo durante toda a sua existência 
Nesta caminhada acontecem relações distintas, umas agradáveis e muito satisfatórias, outras frustrantes podendo ter características patológicas, mas se elaboradas de forma adequada podem se transformar em aprendizagens significativas. 
Interessante se constatar que há vínculos que permanecem por uma vida e outros tão passageiros! Certamente os que ficam fazem links com aqueles vivenciados na  infância que provocaram emoções agradáveis  e momentos felizes.  situações vividas em que as relações começam repletas de esperança e de muita gratificação emocional, porém os sonhos se desfazem ao se perceber que os comportamento esperados não condizem com nossas as expectativas , aliás uma ingênua idealização produto das fantasias e sonhos  com gênese na história de cada um. 
É imprescindível, por outro lado, abrir espaço para o contato com nossos vínculos internos, acolhendo-se no seu próprio seio, ora refletindo sobre, ora questionando, ora se perdoando, ora se exigindo, ora se concentrando profundamente para que esta fala interna ocorra da forma mais autêntica possível. Isto terá como  consequência  a construção de vínculos interpessoais mais flexíveis e mais verdadeiros. 
Interessantes são as surpresas agradáveis que acontecem nessa variedade de encontros.  De repente pessoas que nunca vimos e começamos uma relação e, em poucos contatossurge uma intimidade tal que parecemos velhos  amigos com ideiasfilosofia de vida, expectativas e experiências que se identificam mutuamente. Essas coincidências, muitas vezes inexplicáveis, ocorrem nas mais diversas áreas ou seja: no  amor a dois, na área profissional,  nas amizades e são muito gostosas por criar situações de escuta compreensiva,  carinho, admiração e confiança (estar no colo). 
No estabelecimento de vínculos em grupo no qual as relações iniciais são as díades, há uma contaminação afetiva que, após superadas as fases de inaceitação e subgrupos há uma sintalidade ímpar, onde a empatia impera junto da confiança e ajuda recíprocas.  Então festeja-se muito nos momentos de alegria, mas a solidariedade permeia sempre nas horas de dor e angústia. 
Constata-se, portanto  que estar aberto à experiência (abertura a si mesmo e ao outro), construindo vínculos saudáveis propicia o enriquecimento pessoal a nível de transcendência e humanização.  
Na realidade  viver é uma aventura inigualável e criar laços é sempre um acréscimo, mesmo que neste caminho haja tropeços, contudo os tesouros encontrados e as emoções partilhadas compensam sobejamente.